O Parque Macabro (Carnival of Souls)
Ano de lançamento: 1962
Direção: Herk Harvey
Roteiro: Herk Harvey, John Clifford
Assistido em 14/12/2022.
Durante muito tempo Carnival of Souls ficou inerte em minha lista de filmes para assistir. Finalmente o assisti ontem (14/12) e tive uma experiência sublime. É uma narrativa estranha, desconfortável e curiosa, com uma protagonista convincente e uma trilha sonora sedutora.
Carnival of Souls é um filme independente de terror do começo dos anos 60 filmado com bastante competência por Herk Harvey (que também atua), cuja direção sabe trabalhar bem toda a tensão e o mistério do roteiro que ele escreveu com John Clifford. Harvey encontrou sua inspiração durante uma viagem de Los Angeles até sua casa, na cidade Lawrence, Kansas, em meados de 1961. Foi na cidade de Salt Lake City que Harvey se deparou com um salão de bailes abandonado iluminado fracamente pela luz do sol poente. Ele saiu para explorar o lugar e achou aquela cena bizarra. Pode-se dizer que algo piscou na mente de Harvey naquele momento. Mais tarde, de volta à sua cidade, ele pediu para que seu amigo John Clifford escrevesse um argumento relacionado àquele lugar com a visão que ele tivera, mas enfatizou que a última cena precisava ser um bando de fantasmas dançando naquele grande salão desolado. Clifford atendeu ao pedido e escreveu o roteiro.

Herk Harvey atuando no filme como um dos fantasmas.
Harvey conseguiu um orçamento de 33 mil dólares para realizar o seu filme e uma equipe pequena, sendo que ele dirigiu, produziu, atuou e co-escreveu o filme. A equipe, além de Harvey, consistia de apenas nove pessoas: um assistente do diretor, três editores, um diretor de fotografia, um compositor, um figurinista e duas pessoas responsáveis pelo som. Para um filme de baixo orçamento e uma equipe tímida em plenos anos 60, Carnival of Souls é triunfante em vários aspectos!
A narrativa é enigmática; um verdadeiro quebra-cabeças que o espectador é convidado a montar e desvendar todas as questões singulares que abordam a persona misteriosa de Candace Hilligoss, que vive uma mulher que acabou de sofrer um acidente de carro e está passando por um suposto choque traumático, sofrendo com estranhos devaneios que se misturam com a realidade. Hilligoss como Mary Henry entrega um papel marcante, acrescentando camadas e nuances críveis à personagem: seus momentos de devaneio são angustiantes e toda a sua retração e desconforto quando próxima das pessoas são momentos de profundidade graças à sua atuação brilhante.
★★★★★



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